Este já não é apenas um artigo; infelizmente passou a ser uma espécie de diário de um naufrágio provocado por quem deveria ser o nosso colete salva-vidas. O que começou como um desabafo de quem viu o seu sustento ser cortado em 62% de um dia para o outro, tornou-se uma investigação sobre a desumanidade – de gravatas numa sala oval – programada em “linhas de código”.
Se chegaste aqui através de uma partilha, prepara o estômago. Para facilitar a leitura e a tua própria busca por respostas, dividi esta “escarradela” em duas frentes:
Parte 1: O Choque e a Desumanidada
Aqui conto como recebi apenas 37% do meu rendimento e ouvi da Segurança Social o conselho criminoso: “Venda a casa!”. É o relato do impacto brutal na minha saúde mental, na minha autonomia e a denúncia de um sistema que prefere aniquilar pessoas a garantir o direito básico à existência.
👉 PSI – Prestação Social para a Inclusão: Corte do Complemento (Parte 1)
Parte 2: A Investigação e o “Buraco” na Lei
Sem respostada e perto do abismo, não posso ir pelo “fácil” / deixar-me cair.
Nesta parte, atiro-me à “teia” de Decretos-Lei e portarias para tentar perceber o impossível: como é que o apoio é cortado (muito diferente de reduzido) quando o rendimento do meu agregado baixa? Analiso o Artigo 11.º, a possível penalização oculta de quem passa à reforma e o silêncio ensurdecedor dos canais oficiais.
👉 PSI – Prestação Social para a Inclusão: Corte do Complemento (Parte 2)
O cenário é este: enquanto o Governo anunciava aumentos “históricos”, um tsunami de cortes levou milhares de famílias para o risco iminente de ficarem sem teto, sem sustento e sem medicação.
Não me vou calar. Isto não é só sobre mim; é sobre todos nós.

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